Carta de uma casimirense de coração
Publicado em 05 de Maio de 2011 - 12:43
Diversidade.Se pudéssemos definir o que foi o Epocabreu, essa seria a palavra.As demais poderiam ser, poesia, arte , cultura, amizade, união e diversão.O Epocabreu foi tudo isso e muito mais.
Nos três dias do evento ocorrido em Barra de São João, segundo distrito de Casimiro de Abreu, nos dias 28, 29 e 30 de abril pude testemunhar o quanto é bom estar em um lugar que respira cultura sem ser maçante, que reúne a simplicidade da sua gente com o refinamento de suas construções históricas.
É bom saber que ainda existem pessoas dispostas a aprender e conhecer mais sobre seu passado e a história de uma terra que prima pela beleza, mas que é conhecida principalmente pela riqueza de sua história. Não a riqueza material tão perseguida e idolatrada por muitos, mas pela riqueza cultural de seu filho mais ilustre, o eterno Casimiro de Abreu.
Dia desses, lendo um dos poemas dele para minha mãe, ouvi dela o seguinte: “Como ele era maduro, nem parece que só tinha dezesseis anos quando escreveu essa poesia”. Eu havia lido o poema “Minha mãe”, que Casimiro escreveu quando morava em Lisboa, em 1855.
Barra de São João me fez bem.Voltei para casa mais culta, ponderada e tolerante.Misturar cultura com a paisagem exuberante só poderia resultar nisso.Se médica fosse, recomendaria aos meus pacientes passar um fim de semana por lá de vez em sempre.E parafraseando uma conhecida propaganda: Barra de São João deixa qualquer um levinho, levinho.De corpo e alma.