Museu Casa de Casimiro de Abreu, no distrito de Barra de São João, é municipalizado

Publicado em 14 de Maio de 2010 - 09:04

O município de Casimiro de Abreu conta com mais uma atração turística e cultural. Foi municipalizado nesta quinta-feira, dia 13, o Museu Casa de Casimiro de Abreu, no distrito de Barra de São João. A partir de então, o museu será gerido pela Fundação Cultural Casimiro de Abreu, mas manterá um convênio com o Estado do Rio de Janeiro, que administrava a casa, e vai assegurar um repasse anual de R$ 60 mil ao ano para a realização de exposições. O Museu Casa Casimiro é um dos mais visitados do Estado.

De acordo com o prefeito Antonio Marcos, a municipalização irá refletir em uma administração mais presente e em autonomia nas decisões. “A municipalização é a realização de um sonho da população de Casimiro de Abreu, principalmente do distrito de Barra de São João, que sempre quis que ele fosse mais bem utilizado. Esse momento chegou”, disse o prefeito durante a cerimônia.

A secretária Estadual de Cultura, Adriana Rattes, elogiou o município e afirmou que o distrito deve ser preservado como patrimônio histórico pelo seu valor cultural. “Barra de São João não é só o museu. Mas espero que com a municipalização, a população da cidade vá mais ao espaço e que ele seja bem utilizado tanto para divulgação da cultura local quanto para o intercâmbio com outros municípios”, disse a secretária. Segundo a superintendente de Museus do Estado, Márcia Bibiani, a municipalização irá otimizar as ações de manutenção e certamente haverá uma melhor utilização do espaço.

Compuseram a mesa a secretária estadual de cultura, o prefeito de Casimiro de Abreu, a superintendente de Museus, o presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro, Emanuel Vieira, e o presidente da Câmara dos Vereadores, João Medeiros. Também estavam presentes na solenidade os secretários e assessores de governo, além dos vereadores Ademilson Amaral, o Bitó, e Adair de Souza, o Quinha.

MUSEU - O museu foi reformado recentemente pelo governo estadual e guarda muitas relíquias, entre elas, edições do livro mais conhecido de Casimiro de Abreu, “Primaveras”, cópias de manuscritos do poeta, jornais da época com notícias sobre o escritor, réplica de um desenho feito pelo romancista retratando a Batalha de Waterloo (a última de Napoleão Bonaparte) e cópia de cartas, inclusive uma em que Casimiro escreve para Machado de Assis chamando-o de “Machadinho”.

No ano passado, mais de 15 mil pessoas visitaram o local, que tem uma sala de exposições itinerantes, uma outra para peças permanentes de artistas locais e uma sala de audiovisual, onde os visitantes podem assistir ao filme “Brasilianas: Meus 8 anos”, dirigido por Humberto Mauro em 1955. Há também um áudio narrado por Paulo Autran intitulado “Quatro séculos de poesia no Brasil”.

Segundo Márcia Bibiani, o local que hoje abriga o Museu serviu como comércio da família do poeta durante o século 17 e Casimiro chegou a viver em um anexo do local até os 10 anos.

ATIVIDADES - O museu será palco de atividades promovidas nos dias 28 e 29 de maio, no 1º Encontro de Poetas em Casimiro de Abreu, que contará com palestras, shows, oficinas de teatro, música e capoeira, sarau de poesias, contação de histórias e artes plásticas. O evento também terá a presença de representantes da Academia Brasileira de Letras (ABL), que falarão sobre o poeta Casimiro de Abreu e sobre poesia.

Já no segundo semestre será promovida, com a verba destinada pelo estado, uma exposição que conta todo o processo do artesanato feito com a fibra da bananeira, ligado ao projeto "Arte em Fibra" que terá o nome de “Da montanha ao litoral: arte natural em Casimiro de Abreu”.

14/05/2010 ASCOM PMCA

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